A resposta honesta, com o que a regulamentação e a avaliação clínica exigem.
A resposta
O PRP não deve ser apresentado como garantia de regeneração da cartilagem do joelho.
Ele pode ser utilizado como recurso adjuvante em condições osteomusculares específicas, mas sua indicação depende do diagnóstico, da avaliação clínica, das evidências disponíveis e dos objetivos do tratamento.
O que é PRP?
PRP significa plasma rico em plaquetas.
É um produto autólogo, obtido a partir do sangue do próprio paciente, com concentração de plaquetas superior aos níveis basais.
As plaquetas participam de processos biológicos relacionados à resposta tecidual, mas isso não significa que sua aplicação produza regeneração garantida de qualquer tecido.
Para quem o PRP pode ser indicado?
A regulamentação brasileira de 2026 prevê o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para condições osteomusculares específicas, incluindo:
Osteoartrite de joelho.
Discopatia lombar.
Epicondilite lateral do cotovelo.
Reparo meniscal.
A norma reforça que o PRP não substitui tratamentos clínicos, reabilitacionais, intervencionistas ou cirúrgicos quando indicados.
O que precisa ser avaliado antes?
Antes da indicação, é necessário considerar:
01Diagnóstico.
02Sintomas.
03Gravidade.
04Exames complementares, quando necessários.
05Contraindicações.
06Alternativas terapêuticas.
07Objetivos do paciente.
08Riscos e limitações.
A Anvisa também orienta atenção à qualificação do profissional, à segurança do serviço e à rastreabilidade do produto.
PRP substitui cirurgia?
Não necessariamente. Em alguns casos pode postergar a indicação cirúrgica, desde que o paciente permaneça em acompanhamento clínico contínuo.
O PRP pode ser uma ferramenta em situações selecionadas, mas não é um procedimento milagroso. Precisa ser bem indicado e, muitas vezes, associado a outras tecnologias e tratamentos adjuvantes.