A medicina regenerativa reúne diferentes estratégias que buscam apoiar processos relacionados à recuperação e reparação dos tecidos.
O tema ganhou popularidade, mas também passou a ser acompanhado de promessas exageradas.
Uma abordagem responsável precisa separar:
O que já apresenta evidência.
O que possui resultados limitados.
O que ainda está em investigação.
O que não tem indicação estabelecida.
O que pode oferecer riscos.
Quais recursos podem ser utilizados?
Dependendo do diagnóstico e do contexto, podem ser considerados recursos como:
Plasma rico em plaquetas.
Ácido hialurônico.
Aspirado de medula óssea e seus derivados.
Outras estratégias indicadas dentro de protocolos e normas aplicáveis.
A escolha não deve ser feita apenas porque determinado procedimento está em alta.
O diagnóstico vem antes
Antes de indicar qualquer recurso, é necessário compreender:
01Qual é o diagnóstico.
02Qual estrutura está envolvida.
03Qual é a gravidade.
04Quais sintomas estão presentes.
05Quais tratamentos já foram tentados.
06Quais alternativas existem.
07Quais são os objetivos do paciente.
A avaliação clínica individualizada é fundamental, especialmente nos procedimentos invasivos.
Cuidado com promessas
Desconfie de expressões como:
Regeneração garantida.
Cura definitiva.
Substituição de cirurgia.
Resultado em qualquer paciente.
Tratamento sem riscos.
Procedimento que reconstrói qualquer tecido.
A Anvisa alerta para riscos associados a produtos não autorizados e a promessas de tratamentos milagrosos.
O objetivo é tratar o paciente, não vender uma técnica
A medicina regenerativa pode ser uma ferramenta dentro de uma estratégia maior.
Em muitos casos, fortalecimento, reabilitação, controle de carga, sono, composição corporal e tratamento clínico continuam sendo partes importantes do cuidado.